Concluindo a Nota de ontem, observa-se que em qualquer hipótese de apresentação de prova exame preliminar e rigoroso deve preceder sua admissão para determinar sua autenticidade e forma de obtenção, elementos essenciais.

Nesse campo de ideias, sobejando incertezas quanto a qualquer dos dois aspectos retro, a prova não é de ser admitida, sendo imprestável para o fim proposto, é fraudatória, tanto mais rigorosas as exigências sobre sua constituição quando o apresentante não é identificado, não consigna nome, endereço certo e designação de sua documentação pessoal como RG, CPF e Registro Profissional, em suma, qualificação completa.

Os notáveis avanços tecnológicos na área de edição tornaram quase banal a produção de provas forjadas com o escopo de “provar” o inverídico e “materializar” o inexistente. A televisão volta e meia aborda essa questão, público e notório o vídeo em que ilustre ex-Presidente de grande país do Atlântico Norte/ Pacífico aparece em considerações que jamais teceu. Bem recentemente, honorável figura da realeza europeia foi alvo das defraudações possíveis do gênero.

Sem consistente e robusta resposta às questões abaixo, nenhuma prova poderá ser admitida sob pena de dar-se curso, pela falta das verificações indispensáveis, a falsidades com relação a pessoas e fatos, o que constitui crime, uma sonora mentira.

  • – Quem está apresentando ou divulgando a prova?
  • – Há registro de sua qualificação completa?
  • – Qual o seu interesse no evento pretendido provar?
  • – Qual o seu grau de credibilidade e o seu histórico comportamental?
  • – Como foi constituída a prova?
  • – A prova tem origem certa ou surgiu do nada?
  • – Como foi a prova obtida?