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Em 5 de Junho do ano passado (2014), a FIFA malhando o Brasil pelo trabalho na organização da Copa do Mundo, eu escrevi no twitter:

Esse pessoal da FIFA é mal-agradecido. E o lucro absurdo? E a isenção de impostos? Sonsos; e se alguém resolver falar?

Resolveram. Não apenas alguém, mas vários “alguenzes”. Um balaio de safadezas.

A FIFA, parece, não se dá, ou dava, bem com o esporte, mas com o lucro. Brasil penta, se hexa poderia afetar o interesse geral pela Copa, com significativas perdas nas autorizações, acordos, taxas e concessões. Qualquer ‘dx’ a menos implicaria deixar de arrecadar fortunas.

Até hoje não houve uma explicação clara do problema com o Ronaldo Nazário na Copa da França. Roberto Carlos, visivelmente irritado, chutou lá para as tantas o mastro da bandeirinha de córner. Experiente, bem ranqueado, talvez não quisesse parecer participar sei lá do quê. Nazário calou. Os demais calaram.

Em 2006 Ronaldinho Gaúcho brilhava intensamente. Aquele era, de fato, um menino que só queria brincar com a sua bola; em pleno jogo fazia coisas incríveis com ela, quase inacreditáveis, todo o tempo sorrindo, era alegre. Foi para a Copa com uma frase soando em seus ouvidos: Esta será a sua Copa. Não foi. Apenas uma cisma, raramente, muito raramente em toda a sua carreira nada deu tão pouco certo para ele em partidas de futebol. E mais: O time que se escalasse com jogadores daquele elenco não poderia jogar o péssimo futebol que jogou. Dia 12 de Junho, Itália X Gana em Hanover, Carlos Eugênio Simon o árbitro. Itália 2X0. Simon, gaúcho, é quase odiado pelos gremistas, que até hoje, entre outras estrepolias, não engoliram aquela anulação do gol de Jonas no Grenal, gauchão de 2009. Pois, 0X0 Itália X Gana, Simon não marcou 2 penalties a favor de Gana, que jogava bem. Se convertesse os dois, uma possibilidade real, dificilmente a Itália viraria. O pessoal de Gana esfriou, a Itália marcou 2 vezes, ganhou o jogo e a Copa. Tinha de ser um europeu que, a partir de então, os fados colocaram nos calcanhares do penta Brasil. Não sei se você reparou: O menino de futebol alegre, que jogava sorrindo, entristeceu, e o seu futebol junto com ele. Nunca mais foi o mesmo do Barcelona, parecia decepcionado com alguma coisa, já não acreditava, talvez. Terá deixado de ver sentido no que fazia? Então, para a frente, o que fez, fé-lo por dinheiro, apenas, foi sumindo, sumindo…

O 7X1 da Copa de 2014 nunca me desceu goela abaixo. A Alemanha jogará com o Brasil até o fim do tempo e, em condições normais, jamais voltará a ganhar por contagem tão dilatada. Se dito que o jogo foi comprado, é preciso dizer quem comprou. Sabe como é, ano de eleição raivosa, uma explosão de preconceitos. Há tempos, num encontro de economistas na Itália, eu ouvi do decano presente: Toda vez que o Brasil puser a cabeça de fora vão corta-la. Se não me engano, li do Gabeira que isso, ou coisa parecida, é fantasia. Estou enganado, entendi errado? Logo O Gabeira? Bem, posso ter entendido errado; se o fiz, antecipo desculpas. Esporte e política não se misturam? E quem lhe disse que futebol profissional é esporte? Se o Brasil sai hexa, seria um tremendo reforço para a candidata à reeleição. A FIFA teve no Brasil o maior lucro da história de toda as Copas. Se houve compra, como ficam os jogadores na história?

Aconteceram falhas e alheamentos inacreditáveis. Estou falando de futebol. O goleiro brasileiro parecia não saber, pela única vez em sua carreira, pelo que me lembro, o que fazia ou o que fazer ali no gol. Por que foi, mesmo, que o Daniel Alves não jogou aquele jogo? Por quê, mesmo, o Marcelo, cracaço do time, estava tão irritado, procurando confusão com os alemães? Por quê, mesmo, o Neymar não foi escalado? E como se recuperam rápido de contusões graves os jogadores jovens, não? Crianças e senhoras chorando, decepcionadas, gente crédula triste. O que foi, mesmo, que aconteceu?

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