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_DSF0289-Editar-MVALLEJO – URUGUAI, CERCANIAS DE MONTEVIDÉu

Tudo muito esquisito, políticos, gatunagem estratosférica, onde é posto o dedo vaza matéria orgânica, o mundo ficando cinzento e se indo a fantasia. Primeiro, tristeza, depois a vida pela metade porque se vai ficando descrente.

Sem fantasia não se ama, porque não se acredita, é só sexo; sem fantasia as belezas simples não se mostram, os pequenos prazeres, os mais genuínos, as carícias da brisa, o afagar dos suaves raios de sol do outono, o riso espontâneo, se escondem. É preciso fantasia até para tomar um sorvete.

Se bobearmos, tornamo-nos cínicos, ou nos fazemos amargos, como o grande Rui:

De tanto ver triunfar as nulidades,
de tanto ver prosperar a desonra,
de tanto ver crescer a injustiça,
de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus,
o homem chega a desanimar da virtude,
a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto.

Não, ao contrário! Os homens de bem se hão de dar as mãos, cerrar fileiras; resistamos. Houve o ciclo mau de Rui, vivemos tempos difíceis, mas sobreviveremos e ampliaremos nosso círculo.

A divisa: Educação e conhecimento.
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