Eu compreendo a manifestação de ontem do treinador Wanderley Luxemburgo; não importa a questão dos 31 jogadores. E isto só será possível a quem não se tenha apequenado, não esteja comprometido por haver cedido à arrogância, a quem não se humilhou ritualisticamente em face dos senhores que se arrogaram o direito de censurarem ou “punirem” expressões públicas de opinião, individualidade e independência, ditas, escritas ou comportamentais.

Sente-se um Estado paralelo; esses senhores estão por toda parte, são grupos que agem à margem da lei para, cerceando liberdades, impor sua estreita visão de mundo.

Facilidades contextuais valem o preço da dignidade pessoal? A dignidade é negociável?

Ninguém pode ser impedido de trabalhar pelo “delito” de opinião. O C.R. do Flamengo não impetrará Segurança, com pedido de liminar, para destrancar a inconstitucional proibição, demonstrável e verificável de plano, da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro?

Se é preciso ir à guerra, à guerra, pois. Como da introdução ao meu primeiro livro: Pior seja ela, é melhor a guerra do que a paz sem honra.

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