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GOD IS NOT A DELUSION – (19)_Continuação
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ONDE ESTÃO AS GENTES?

O princípio que coloca o homem no centro das coisas universais não estabelece condicionantes. O homem é o paradigma, não dispensado, embora, do melhor sentido a dar à sua vida; ele precisa ser um ente social positivo e construtivo.

Com a chamada “urge que façamos, em cada uma de nossas ações, a defesa de valores inalienáveis como a igualdade e o direito à dignidade humana”, Marcos da Costa – Jornal do Advogado da Seção do Estado de São Paulo da Ordem dos Advogados do Brasil, Maio de 2014, p. 11 -, Presidente da OAB-SP, observa em seu artigo TOLERÂNCIA ZERO CONTRA O RACISMO, após registrar que a melhor resposta é fazer prevalecer o instituto da lei, do Estado de Direito: Não adiantam discursos cosméticos, desacompanhados de sanções efetivas, concretas. Tampouco valem manifestações esvaziadas de uma reflexão mais profunda quanto às razões de continuarmos assistindo a prevalência da arrogância”.

O mal é antigo e as razões são muitas, todas compreendidas em uma única palavra, preconceito, dele não escapando, entre as razões alinhadas pelo articulista, o de ordem religiosa simplesmente contra a religião, sem qualquer distinção. O preconceito desenvolveu-se ao grau de converter-se em bandeira de uma classe de alienados permanentemente voltada a fazer prevalecer sua distorcida visão de mundo. Quando se manifeste caracterizadamente a “parte retrógrada” da sociedade, para ela o instituto da lei, do Estado de Direito, como da dicção de Marcos da Costa; quando se mover pelos desvãos do mundo das gentes com o sibilar dos serpentários, ignorá-la, pura e simplesmente, relegá-la ao nada de sua natureza menor. Ouvi-la é perigoso, destrutivo.

Não basta a solidariedade aos ofendidos. Em seu artigo n’O Globo de ontem, domingo, primeiro caderno, p. 18, Dorrit Harazim escreveu sobre a matança de Isla Vista; reproduzo pequeno trecho:

Ao perceberem o impacto do grito quase primal de Richard Martinez, muitos políticos o contataram para expressar-lhe sentimentos. A resposta vinha curta: “Não quero ouvir suas condolências. Vá trabalhar e faça algo.”

O assassino, um quase-menino de vinte anos, ou pouco mais do que isso, era um mestiço de mãe chinesa. Que abusos sociais terá sofrido para, um deslocado emocional, chegar ao ponto a que chegou? Será a isso mesmo que visam os portadores da patologia do preconceito? Amorais, pura maldade, a busca do caos? O grito de Richard Martinez vale para os políticos daqui. Também para os políticos. Vão trabalhar e façam algo. De concreto.