GOD IS NOT A DELUSION – (17)_Continuação
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JULGAMENTO

TRABALHO SOBRE O QUE SE DETERIOROU tem sublime sucesso

É favorável atravessar a grande água.
Antes do ponto de partida, três dias,
depois do ponto de partida, três dias.
 

Aquilo que se deteriorou por culpa dos homens pode ser pelo seu trabalho restaurado. O que levou a esse estado de corrupção não foi um destino imutável, como na época da ESTAGNAÇÃO*, mas sim o uso abusivo da liberdade. O trabalho visando à melhoria das condições é promissor, pois está em harmonia com as possibilidades do momento. O homem não deve recuar amedrontado diante do trabalho e do perigo — simbolizados pela travessia da grande água —, e sim empenhar-se nele com energia. O sucesso, entretanto, depende de uma deliberação correta. Isso está expresso nas frases: “Antes do ponto de partida, três dias”, “Depois do ponto de partida, três dias”. Deve-se conhecer as causas da deterioração para então se poder afastá-las; por isso é necessário cautela no período que antecede o ponto de partida. Depois deve-se cuidar para que o novo caminho seja iniciado com segurança de maneira a evitar um retrocesso. Por isso a cautela é importante também depois do ponto de partida. A indiferença e a inércia que provocaram a deterioração devem ser substituídas pela decisão e energia, para que após o final surja um novo começo.

* A estagnação não dura para sempre. Entretanto, ela não acaba por si mesma; para extingui-la é necessário o homem adequado. Essa é a diferença entre a paz e a estagnação: é preciso um contínuo esforço para manter a paz, que de outro modo se converteria em estagnação e em decadência. Entretanto, a época de decadência não se converte automaticamente em paz e prosperidade, mas ao contrário, requer um esforço para ser superada. Isso indica a atitude criativa, necessária para que o homem possa trazer ordem ao mundo.

(I Ching – O Livro das Mutações, por Richard Wilhelm, com prefácio de C.G. Jung. Introdução à edição brasileira por Gustavo Alberto Corrêa Pinto – Tradução para o português por Alayde Mutzenzecher e Gustavo Alberto Corrêa Pinto – Editora Pensamento, São Paulo, 1998/2000, pp. 63 e 76/77)

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