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O empreendimento não se estrutura com o organograma, que, se pode dizer, é um conceito, a formulação geral a partir da qual se especializam o planejamento, os processos e as ferramentas gerenciais.

Traçar o perfil da Empresa é o passo seguinte ao organograma. Não importa o ramo de atividade, lucro é o produto principal – os demais são acessórios e existirão em função dele – quando se trate de empreendimentos industriais, comerciais e de serviços. Se os resultados são insatisfatórios, ou na ocorrência de prejuízos, em um negócio cuja expressão não comporte o ordenamento em Divisões específicas devidamente espelhadas no organograma, e na hipótese de estudo de Operação que apresente números globais ou não trate tecnicamente os custos, a primeira medida será estabelecer os custos por produto ou linha de produto, após análise das vendas e sua tabulação individual, apropriando-se, além do custo direto, as despesas indiretas, administrativas, comerciais e financeiras item por item. Verifica-se, com alguma frequência, itens produzidos e vendidos com prejuízo econômico que se refletem negativamente no conjunto, ‘roubando’ resultados daqueles efetivamente lucrativos e concorrendo para os maus resultados, fazendo-os negativos ou insatisfatórios na confrontação com os investimentos. A solução natural é eliminar os vilões, enxugando as operações em todos os Centros de Custo de forma a eliminar custos e despesas diretamente incidentes sobre eles e sobre a estrutura; casos há em que C’sCusto são eliminados na totalidade, dependendo do fluxo da produção. Se os vilões se forem, deixando os seus custos e despesas, estes incidirão sobre os produtos remanescentes, sendo, nesse caso, pior a emenda do que o soneto. Em qualquer hipótese, os esforços de propaganda, marketing e vendas deverão ser intensificados para consolidação da ‘nova’ linha, definida após o expurgo. Antecipo, exemplificando, para que, na definição da linha de produtos, as atenções não estejam voltadas, apenas, para os seus números de venda, mas de custo e resultado. Concluídas as medidas-alvo desta edição, é passo indispensável elaborar o orçamento inicial, cujo roteiro obedecerá à figura do organograma. A regra é: Cada Departamento, Divisão – se houver –, Seção ou Setor compreende um CCusto; as fusões para os efeito do orçamento deverão ser estudadas caso a caso. A finalidade é: Orientar e controlar a Operação, prevenindo prejuízos por inadvertência ou desaviso. Já escrevi alhures neste blog: O mundo dos negócios não é lugar para amadores.

De todo modo, o profissionalismo sem concessões, o comprometimento rigoroso com os objetivos da Operação devem ser fixados em termos de qualidade quaisquer sejam as vias pelas quais transitem os Serviços, sejam eles de direção, planejamento, controle, industriais, administrativos, comerciais, financeiros ou gerais.

Traçado o perfil da Empresa, especializadas as funções e as ferramentas gerenciais, impõe traçar o perfil dos Cargos titulares, com definição dos salários, de cada um dos Serviços. É o momento, também, de se definirem as atividades de Assistência e/ou Assessoria, quando for o caso.

As Normas derivarão naturalmente do perfil da Empresa, desdobrando-se em políticas internas reguladoras das diversas atividades – industrial, Administrativa, Comercial, etc. –, nas quais se inserirão as regras técnicas e de conduta que orientarão o desempenho de cada empregado em qualquer nível, um código de ética interno, inafastável, pelo qual todos se pautarão, nesse sentido o princípio crucial: O empreendimento observará com rigor a legislação trabalhista e as prescrições legais e fiscais que lhe forem aplicáveis, proporcionando um ambiente de trabalho confortável e limpo, além de salário compensador – estudados para determinadas funções benefícios marginais – e vantagens assistenciais, criando condições para que cada empregado se esforce por permanecer na Empresa; em contrapartida, não transigirá relativamente às suas expectativas e objetivos, precisamente estabelecidos, deixando aos empregados a primeira abordagem do seu desempenho funcional pelo simples cotejo de sua atuação com as Normas e rotinas de trabalho sob cujo regramento estiver o seu cargo ou função. Estarão qualificados os que, nos limites das suas descrições de cargos e funções, cumprirem suas tarefas nos prazos e modos estabelecidos na documentação geral, observadas, além do desempenho técnico/funcional, as regras usuais de cortesia, também inafastáveis. Não se há de estimular a presença numa Empresa de funcionários simpáticos e boas-praças, mas de profissionais eficientes e intransigentes na preservação dos legítimos interesses do empreendimento, devidamente temperados com boa dose de educação.

(segue)