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O Espírito de Deus, o Poder Criador, moveu-se sobre a face das águas (Gênesis I, 2). No “começo do princípio” era o mundo espiritual, por cuja obra se fez o Universo. E o Espírito, força, energia, incriado, prevaleceu sobre as águas do caos.

As religiões, as mais estabelecidas crenças, como as conhecemos, têm raízes astrais independentemente de concordarmos ou não com isto, a divindade anunciada pela Estrela esperada a cada manhã, o desfazimento das trevas, ainda pudessem pontualmente ser afastadas, os demônios ainda à espreita além do claro das chamas. Sua ausência provocava medo e exigia cuidados, implicando a face do Todo Poderoso velada ou voltada a direções
que não das necessidades dos seus tementes. Sacrifícios, mesmo o passar pelo fogo, compreenderam formas de culto.

O céu ligava-se à Terra por meio dos astros, cuja influência governava os homens; a proximidade da Estrela da Manhã relativamente ao Sol induzia o nascimento de nobres, conquistadores e libertadores quando gerados no equinócio da primavera e paridos no solstício de inverno.

Bilam, ou Balaão, filho de Beor, profetizou a Estrela de Jacó em Oráculo, e Oráculo do homem de um só olho, mas de boa visão: “eu o verei, não agora, porém, o depararei, não por ora, contudo. De Jacó erguer-se-á uma estrela e um cetro (O Rei Davi) levantar-se-á de Israel. Ele exterminará os senhores de Moab e dominará todos os filhos de Shet”. (Números 24:17)

“E onde houver, a sombra da aflição se dissipará. Deus, nos tempos de nossos pais, fez desprezíveis a terra de Zabulon e a terra de Naftali, mas, doravante, tornará glorioso o caminho do mar, além do Jordão, Galileia dos gentios. Porque um menino nos nasceu, um filho nos foi dado; ele tomou nos ombros o peso do poder e o seu nome será Maravillhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai Eterno, Príncipe da Paz. Para que se estenda o seu domínio e tenhamos paz perene sobre o trono de Davi e sobre o seu reino, para estabelecê-lo e consolidá-lo com prudência e justiça, desde agora e para sempre. O zelo do Senhor dos Exércitos é para conosco”. (Isaías, introdução ao Capítulo 9, 9:1, 6 e 7)

E, buscado o modelo, o drama começou a ser escrito. Para varar séculos conturbados até que, após ele, chegasse o Reformador.

(segue)