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Estamos, já, no Kali-Yuga planetário, que pode ser uma antessala do Armagedon? Voltemos no tempo, ao tempo em que as religiões se esboçaram, observando o princípio estabelecido pelo Profeta; para ver o futuro é necessário saber olhar o passado.

A lenda recua até os Santuários de Apolo, templos de celebração de Orfeu, gerado por Apolo em uma de suas sacerdotisas. Orfeu, filho de um deus, foi o salvador, senhor do inferno, do céu, da Terra, a inaugurar, na Grécia pré-histórica, o culto à beleza. De sua lira saíram as notas que enterneceram os seus seguidores, estes entoaram cantos em seu louvor, a liturgia e os estados de alma transbordados para toda a Europa de então.

No entretempo, Moisés, egresso do misterioso e avançado Egito, conduzia sua gente e começava a delinear a religião que se tornaria Estado, na simbiose uma crença indestrutível assentada em princípios únicos, os mais rigorosos, um sistema inflexível submetido a um só Senhor.

No mundo conhecido o medo da natureza, a brutalidade dos homens e as alternativas de crenças, sistemas de troca mediante os quais sacerdotes e sacerdotisas negociavam com divindades cosmogônicas a melhor saída para os seus modos de vida, alguns muito estranhos.

No nascente sentimento religioso o grito de Dionisos, ecoado por Orfeu, reverberou imensidades afora, Evoé!, sacralizando as práticas de movimentos díspares da Grécia europeia, passando pelo médio oriente e estendendo-se ao Egito. No oriente pleno não se criaram religiões, mas filosofias.

O grito Iod Hê Vô Hê era uma saudação à índole universal do deus compreendido na totalidade do ser, Iod em Osíris, deus em si mesmo, a energia em constante mutação, o Eterno-Masculino impregnado em todas as coisas, enquanto Hê Vô Hê implicava o Eterno-Feminino compreendido na natureza, fecundável, a deusa a partir da qual Osíris exercitava o seu poder criador.

Por parte do Povo Eleito, apenas um Deus, o Poder Absoluto, o criador de todas as coisas, acima do bem e do mal, por Ele mesmo criados, sem qualquer traço do feminino. No Tanách, em Bereshit, Adão aparece como expressão da criação do gênero humano, não como um nome de homem.
Por Hava, entenda-se ‘vida’, não o nome de uma mulher, Eva.

Conscientizar-se de Sua unidade, como está escrito: “O Eterno, nosso D..S, o Eterno é UM” (Deuteronômio 6:4 – Preceito Afirmativo nº 2, segundo Maimônides).
(segue)

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