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A simplicidade não deve ser tomada pela debilidade que a nada reage. Quando temos por encargo algo de que decorra extrema responsabilidade devemos, em face da intemperança, agir com energia proporcional à nossa responsabilidade, sem, com isso, ostentar superioridade em face dos demais. O que quer se faça, deve ser feito em função dos resultados pelos quais somos responsáveis, sem nenhuma agressividade relativamente a quem quer seja. Pode-se ser simples mesmo quando se age com rigor. (I Ching, tradução do blog)

O homem brilhante sai espiritualmente fortalecido das dificuldades; não tropeça no que lhe é menor. Como o junco, não se contrapõe ao vento, antes usa a sua força para dele servir-se, superando-se a cada desafio.

A força do homem brilhante é a da persuasão e do conhecimento haurido na quietude e no silêncio. Ele não ordena, sugere, não grita, pois não necessita exercitar a força dos néscios. Observem-se como a ele reagem os existencialmente mal-dotados. Sua agressividade para com o homem brilhante é um pagamento de tributo à superioridade e autoridade a ele inerentes e espontâneas.

Se o homem brilhante não tem por perto um igual, ou iguais, recolhe-se, prefere antes estar só a permitir-se o transtorno da companhia dos néscios. Viver é tarefa de nossa grande responsabilidade e a tolerância excessiva é forma de acumpliciamento; um mínimo de sabedoria recomenda estarmos muito atentos aos limites entre a tolerância e o estímulo tácito à estupidez humana. (Do blog)