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No amanhecer da sétima e última eternidade, limite da Criação, os germens dos seres e das coisas fecundaram os óvulos da vida, abrindo caminho para os fenômenos físicos e inaugurando a Evolução.

O fascinante Universo nascido do parto da sétima eternidade seria, mais que um quebra-cabeça, um todo racional produzido por fenômenos específicos culminados numa explosão de força inimaginável seguida de explosões menores, uma cadeia orgânica regida por uma força inteligente alheia ao fortuito, refratária ao acidental, de vocação sistêmica, inclinada para a conjugação de antecedentes e consequentes. Eventos-causa, razões pretéritas, influenciariam, vinculando, causas e efeitos, não importando o quanto remoto fossem os eventos-causa, que correriam no leito do tempo, em fluxo contínuo, sem liames com a contemporaneidade.

A índole expansiva do Universo o arruinaria. O modo inflacionário do primeiro segundo desdobrado para o modo permanente da ampliação gradual levaria, em sua maturidade, as galáxias a se espaçarem umas das outras a distâncias tão fantásticas que a força de repulsão consequente da troca de fótons pelos elétrons seria diretamente inversa ao aumento das distâncias entre elas, provocando redução na troca de grávitons e fazendo prevalecer a ação gravitacional da matéria escura.

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©Onair Nunes da Silva – Emergindo do Caos/A Conspiração