Reproduzo trecho do post de 27 de junho de 2011 – DEFENDENDO-SE DOS DELINQUENTES NA REDE, versando matéria publicada no Jornal do Advogado da OAB-SP de junho de 2011, pp. 16 e 17. O trecho a seguir está na página 17.

Jamais divulgue informações confidenciais em fóruns de discussão e em redes sociais, nem divulgue fotografias ou vídeos pessoais. Criminosos pesquisam o perfil de suas vítimas na internet.

Você é uma pessoa adulta, a escolha é sua, mas tire as fotografias das crianças da rede.

 (…)

A evolução é implacavelmente seletiva; não logrando generalizar a qualidade, refuga classes, linhas inteiras, propiciando ao produto superior um novo começo desembaraçado de fatores degenerativos. Não aleatória, sequencial e lógica, obedece a um plano inteligente, esquadrinhando cada evento, avaliando alternativas, reprogramando-se; revelando-se inviável, o projeto é abortado. Dá-se, todavia, o fato desconcertante de subsistirem versões obsoletas de produtos quase plenamente desenvolvidos, como os ornitorrincos, ordem de monotremados que hoje parecem extravagâncias da natureza; põem ovos como répteis, mas amamentam os filhotes como mamíferos, tem pêlos e sangue quente, enquanto os répteis têm pele lisa e sangue frio. Chassis precário do sinapsídeo, parente chegado do mamífero ancestral, são verdadeiros fósseis vivos, meio de caminho entre o réptil e o mamífero; permaneceu por causa de inexplicável cochilo, imponderável a razão porque o severo controle de qualidade da evolução não o eliminou completamente, como faz de regra com os modelos superados, poupando apenas os itens com aptidão para evoluírem na mesma família; não foi o caso do ornitorrinco, esgotado em si mesmo. Alternativas à parte, só num caso isolado foi feita uma adaptação; a julgar pelos resultados, não parece ter dado muito certo.

(…)

© Onair Nunes da Silva – Terra; A Substantivação da Vida/A Conspiração

 

Anúncios