Temos no DNA a marca do colonizador: viver às expensas da colônia.

Já se abordou aqui questões essenciais para o estabelecimento do país como candidato ao desenvolvimento sustentado, duas vertentes bem definidas: a Administração Pública e o empresariado.

Não chegaremos a lugar nenhum com a escassez de mão de obra qualificada, estradas, portos, energia, carga trabalhista e fiscal que estão aí, assim como a muito pouco além do que temos poderemos aspirar se os nossos homens de negócios não implementarem as políticas empresariais necessárias à ultrapassagem dos termos médios alcançados pela nossa economia.

Está mais do que na hora dos empresários afeitos à prática aposentarem o pires historicamente estendido para recolher as benesses circunstanciais concedidas pela Administração para facilitar-lhes a vida, de seguir o exemplo da indústria do calçado que, em última análise, por questão pura de sobrevivência, partiu para a modernização do seus equipamentos, para a racionalização dos meios de produção, para a adoção de modernos princípios administrativos, para a redução dos custos e melhoria de qualidade que lhe estão devolvendo a competitividade.

Corremos o sério risco de estacionar no patamar em que estamos pela absoluta falta de capacidade de crescer solidamente, com fundamentos próprios. Se e quando os dois lados do Atlântico Norte voltarem ao seu patamar econômico habitual, deixaremos de ser os queridinhos da vez porque todo esse frenesi apenas se manifesta por absoluta falta de alternativa para os grandes capitais internacionais. Pode ser muito dura a volta à nossa realidade. Já vimos esse filme antes.

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