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(Hoje não tem post novo; dá por favor uma olhada em http://www.twitter.com/Vallesi)

Arranjei uma gripe enjoada e, de bônus, uma tosse insistente. Por recomendação médica tentei comprar, hoje, o xarope ozonyl, primeiro por telefone, em Santa Rosa, depois pessoalmente em São Francisco, bairros de Niterói, RJ. Não consegui. Em Santa Rosa, nas duas farmácias contatadas, fui informado de que não tinham o produto em estoque.

Em São Francisco uma situação curiosa: subindo a Estrada da Cachoeira a partir da Praia, e antes da primeira curva – menos de quinhentos metros – contam-se quatro drogarias, três delas da mesma organização, e, destas, duas quase em frente uma da outra. Todas alegaram não ter o remédio para venda; na segunda das três drogarias pertencentes à mesma organização um dos vendedores me disse haver o ozonyl deixado de ser fabricado. No site consultaremédios.com.br/fabricante/gross/SP o produto, com preço, é oferecido nas versões injetável e xarope; no site gross.com.br/pdf/Bula%… (omito o www para não criar o link) obtém-se em pdf a bula que acompanha o produto em sua comercialização. O produto, pois, segue sendo fabricado.  

Na quarta drogaria, de outra organização, o vendedor consultou o terminal e me disse haver uma unidade em estoque. Display grande, sobre o balcão, conferi, o registro estava lá. O homem foi até um canto da prateleira interna, olhou para lá, olhou para cá, demorou um pouco e voltou dizendo que não tinha mais, havia sido vendida. Tomei um susto; um outro funcionário levantou-se, pondo-se de pé do lado de fora do balcão, justamente em frente ao vendedor, que estava do lado de dentro, como se ali estivesse agachado. Eu não havia percebido sua presença.

Curioso. Até onde se pode avaliar, o conjunto de dados do negócio é trabalhado no mainframe. Quando o estoque do item é suprido, o programa o atualiza, por adição, independentemente de comando, o mesmo ocorrendo por dedução quando o boleto de venda é emitido. Resumo da ópera: se a unidade em estoque houvesse sido vendida, o estoque no terminal (no computador) seria zero. Disse isso ao vendedor; ele hesitou por um átimo, dizendo-me em seguida que o produto estava com a validade vencida em virtude da pouca saída. Ozonyl, remédio antigo de validade longa, envelhecer na prateleira? Estranho. Não consultou ninguém ou qualquer relatório, anotação. Tinha em estoque conforme o terminal; não tinha mais, segundo ele. De onde terá tirado isso de validade vencida? Se a unidade existente estivesse com a validade vencida, por quê, ao ser retirada da prateleira, não foi baixada do estoque? Alguma coisa, fora de dúvida, não está batendo.

Entrei em contato com o médico, que me recomendou o Antux, do Laboratório Aché. Atenção Laboratório Gross, foi aberto espaço para a concorrência; atenção gerências comerciais dessas organizações, vendas podem estar sendo perdidas; e a população, como fica, se drogarias do bairro não têm em estoque produtos tão corriqueiros, mas tão necessários, e contam histórias tão esquisitas como essas da validade vencida e de remédio em linha não mais ser fabricado?

Atenção Fiscalização, pode isso? Não se trata de supérfluos, mas de remédio.

Nenhum vendedor, em nenhuma loja, usava crachá.

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