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Foi há 65 milhões de anos. Um bólido de diâmetro ao redor dos 10 quilômetros precipitou-se no planeta a velocidade irrefreável, atravessou sua camada líquida e abriu no ponto de impacto, o leito oceânico, com a violência de muitos terremotos, uma enorme cratera. Aquecido a milhares de graus ao penetrar abruptamente a atmosfera, ele a aqueceu a extremos, contaminando-a com partes de rocha fundida de sua estrutura e partículas de metais como irídio e platina, elevando anormalmente a temperatura das águas, derretendo camadas de gelo e provocando gigantescos maremotos em ondas que terão atingido 300 metros de altura e invadido fundo a área seca, matando e destruindo. A rocha fundida caiu qual uma tempestade de brasas, incendiando tudo o que era combustível. As partículas de Irídio e platina contaminaram solo e água, oxigênio e nitrogênio condensaram-se na atmosfera em óxido nitrático para logo depois, à quente umidade do ar, formar pelo planeta nuvens de ácido nítrico que se arrojaram nas chamas monumentais, provocando emanações que corroeram tudo por toda parte. A luz do Sol, oculta por trás do inferno de fogo, fuligem e fumaça ácida em que a Terra pareceu estar se consumindo, deu lugar à densa escuridão de uma longa e tenebrosa noite. Na contagem final, todos os dinossauros, quase metade dos outros animais e a quase totalidade das plantas estavam extintos. Dos três grandes gêneros de mamíferos existentes – marsupiais, como os cangurus, monotremados, como os ornitorrincos, e placentários, como os descendentes do ratinho nosso velho conhecido – apenas um em cada cinco sobreviveu; entre os marsupiais, um em cada treze. Os répteis rastejantes sofreram baixas relativamente pequenas; desde a sua origem se fizeram mestres na arte da sobrevivência. Pelo rastejo.

Com as partes líquidas praticamente desabitadas, pobres de plantas, remanescera no planeta um triste arremedo da vegetação luxuriante e da rica vida animal exibida antes da segunda grande extinção seletiva (Nota 78).

78 – EXTINÇÃO DOS DINOSSAUROS: o colossal meteoro que se precipitou na Terra há 65 milhões de anos, fechando a era mesozóica, penetrou o mar na península do Iucatã, no México, abrindo no leito oceânico uma cratera cujo diâmetro ultrapassou os 150 quilômetros. Quem primeiro aventou esta hipótese foi o Nobel de física de 1968, Luis Walter Alvarez, assistido por seu filho Walter, geólogo que participou das pesquisas de campo em que se coletaram as primeiras evidências do evento, amplamente admitido, afinal. A teoria do meteoro gigante, publicada em 1981, foi ferozmente combatida até sua total aceitação em fins da década de 80 do século passado. Luis Alvarez, o combativo líder do grupo de cientistas que defendeu a idéia, não viveu para ver reconhecida a sua acuidade científica; morreu em 1988.

No choque com a Terra, o meteoro terá produzido ondas de calor alguns milhares de vezes mais fortes do que provocaria a explosão de uma só vez de todos os artefatos nucleares hoje existentes no planeta.

(Copyright Onair Nunes da Silva – Terra; A Substantivação da Vida/A Conspiração)


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