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Domingo último, 29 de janeiro, 19:30, SESC TV rodava a preciosidade de uma 16 milímetros distraidamente gravada por Thomas Farka em 25 de abril de 1954 no Ibirapuera, festejos do Quarto Centenário da Cidade de São Paulo. Donga, João da Baiana, Benedito Lacerda e outros tocando, dançando, fazendo corridinhos numa gostosa sessão de samba-de-roda. E Pixinguinha, tocando saxofone, fazendo contraponto, dançando, a história da nossa música e dos iluminados mestres das nossas raízes musicais contada em imagens inesquecíveis. Pixinguinha dançando. Além dos privilegiados daquele dia, quantas pessoas mais viram o mestre tão solto, tão leve?

Não peço muito, tal a beleza do documento. Gostaria que este post chegasse ao Professor Farka. Comercialize, copie para ampla distribuição, faça o que tiver de se feito, Professor, para dividir esse tesouro com o Brasil. A memória de nossa música merece. E agradece. (Queira ver em http://www.twitter/Vallesi correção a este parágrafo)

Multa de 0,01% do PIB a ser paga pelos países que ultrapassarem o limite do endividamento. Para os praticantes do método, uma palmadinha pode até ser pedagógico, mas uma traulitada? Situação ruim, o multado só pagará a multa com mais dinheiro emprestado, ou com dinheiro tomado por empréstimo. Sinistro, não? Já houve deserções.

Segundo a titular da Chancelaria alemã, a Europa não precisa de dinheiro, mas de um novo modelo econômico. Pergunta-se, embora modelo econômico e político não se confundam: a social democracia estaria esgotada? A questão econômica básica do que e quanto produzir tem de ser respondida com o para quem produzir. Democracia social e não democracia para ricos requer pesados investimentos e despesas oficiais; é inimaginável a Europa optando pelo capitalismo como postulado pelos gurus do sistema. Qualquer modelo econômico precisa de produção, negócios e consumidores para gerar os impostos necessários, não importa o rótulo.

Com o Professor Delfim: se a questão deve ser, e é, a capacidade e a prática de honrar compromissos, sem colocar na balança, por exemplo, o massacre de Carajás – uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa -, além de ter uma economia bem fundamentada, por quê o Brasil não é AAA?

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