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No post da última quarta-feira, 2 de novembro, ao refletir sobre a inflação de preços, relacionei-a com a política empresarial e com o necessário disciplinamento (disciplinamento, não ingerência) governamental. Já escrevi, aqui, sobre a identidade dos empreendimentos, abrangendo nesta designação as estruturas públicas e privadas, dado ser o produto final objetivado o resultado positivo, o lucro de acionistas/contribuintes, cujos dividendos, do lado de lá da barra, são financeiros, embora, às vezes, na distribuição de ações, tenham caráter econômico; do lado de cá são serviços sociais adequados – saúde, educação e segurança, além de cidades e estados bem cuidados e agradáveis para se viver. A outra face da administração de receitas é o controle dos custos. Permitida certa liberdade, pode-se, mesmo, dizer que em qualquer esfera – pública ou privada – administrar é, essencialmente, controlar custos.

Há uma Controladoria da União; algumas empresas, geralmente de médio para grande porte têm, igualmente, Controladorias. Que relação guardam, no entanto, tais Controladorias com a atividade nascida da necessidade dos acionistas de empreendimentos de ‘capital’ pulverizado assegurarem-se de que suas aplicações em ações e impostos orientam-se em sua utilização por estritos critérios de planejamento e controle, com custos adequados às receitas e resultados, e de serem periodicamente informados dos números, com análises que os expliquem? Não raro, medidas corretivas têm de ser tomadas em cima para evitar problemas.

Você pode chamar de Controladoria o que bem quiser. Coloque um funcionário em um banheiro movimentado público ou privado com a função de prover os meios para seu regular funcionamento, registrar o consumo de materiais e a quantidade de pessoas que o utilizam, por tabulação cumulativa de dados, e chame-o, assim lhe apeteça, de Controlador. Sei de uma pessoa, Controller experiente, que, mudando de cidade, aceitou de saída ir para uma empresa onde, na fase de abordagem o Superintendente lhe disse que a principal função do Controller, ali, era a conferência das listagens de estoque. Nada mais aberrante!

Com certa frequência observa-se, ao referirem essa função, não parecer saberem exatamente os gestores do que estão falando. O Controller – de funções muito bem definidas, há de estar voltado, com apoio dos instrumentos pertinentes, exclusivamente para o monitoramento econômico do empreendimento -, é o homem dos acionistas; não faz rigorosamente nenhum sentido ele reportar-se a outro grau de organograma que não a Assembléia de Acionistas/Board/Conselho Diretor. Fora disso, posição e atividades dirão respeito a qualquer coisa, menos, tecnicamente falando, às funções ou adequado posicionamento do Comptroller. (Continua na próxima quarta-feira)

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