Ele estava lá, eu o havia deixado propositalmente, o dispositivo; deixei-o no assento, fora da capa, com o lado reto colado no braço do sofá, gravei bem sua posição. Subi para o almoço. Escapuli. Ele já não estava lá. Acabei de almoçar, fui para a sala ler o jornal do dia, aí aquela sinalização, da varanda. Esperei um pouco, desci, fui lá fora, fiz um folclorezinho, entrei. Ele estava lá, em posição diferente da qual o havia deixado, afastado do braço, quase no extremo externo do assento, com o lado curvo voltado para dentro.

Era o dia 28 de outubro, sexta-feira, a moça, aquele homem, os preparativos, o problema com a lâmpada.

Uma hora dessas, meu diário, eu relaciono para você todos os arquivos do dispositivo, entre eles Marie-Anne/Marie Anne, cujo copyright é meu. Faz tempo. Acontecem coisas muito esquisitas, como aquela da relação de senhas. Evaporou. Foi preparada com esferográfica vermelha em meia folha de A4 na vertical. Não, não perdi, estava no meio de outros papéis do mesmo tamanho, com anotações; houvesse perdido, eu os teria perdido todos, não foi o que aconteceu. Só ele, de repente, não estava mais lá. Evaporou.

 

 

 

 

 

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