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capacidade evolutiva. Sobreviveram aproximadamente dez por cento dos ramos de ouriço-do-mar; a roleta seletora das espécies acelerou-se para extinguir as formas extravagantes que não se amoldaram ao conjunto da fauna ou não formaram de algum modo uma cadeia evolutiva para proporcionar o desenvolvimento de um ecossistema. Faz 5 mil anos: a evolução iniciou a peneirada final.

Cerca de 8 milhões de anos antes das mudanças climáticas trazerem a desertificação do norte, transformando a cobertura vegetal, para o leste, sudeste e sul da África, primatas das duas últimas regiões evoluíram para hominóideos compreendidos pelos hominídeos, hilobatídeos e pongídeos; dos 5 milhões ao milhão e 600 mil anos apareceram os australopitecinos, primatas ancestrais entre os quais os melhores foram postos sobre as duas pernas, exibindo caninos menores do que os demais do seu gênero, como os australopitecos, hominídeos fortemente aparentados com os primeiros grupos pré-humanos de capacidade craniana entre 400 e 550 cm³, medindo entre um metro e um metro e meio e pesando de 30 a 50 quilos. Evoluídos para o australopiteco afarensis dos 4 aos 3 milhões de anos, eles migraram para o leste, evoluindo ali e no sul para o australopiteco africano, primeiro homo robusto, para chegar ao boisei, o segundo robusto, cuja referência mais próxima se situa no milhão e duzentos mil anos, concorrendo para a formação de ambos o australopiteco etíope, do gênero parantropo, no qual todos estão abrangidos. Os últimos modelos deste conjunto produziram-se com maxilas e mandíbulas providas de três dentes pré-molares e mais três molares verdadeiros de cada lado; com unhas chatas, o primeiro dedo das mãos, o polegar, mais curto e vigoroso, representou, ao fechá-las, notável progresso ao trabalhar em sentido contrário aos demais, proporcionando segurança na apreensão e manuseio de objetos. Perderam, porém, firmeza nos galhos em razão das unhas chatas e dedos curtos nos pés, engrossados pelo esforço de embasar o semi-arco de pés largos e sola sem pêlos, como as palmas das mãos e a cara, que manteve erguido o pré-homem. O corpo, já sem cauda, medindo cerca de metro e meio, pesava entre 40 e 50 quilos; embora o crânio mal desenvolvido, de capacidade volumétrica oscilando entre 600 e 700 cm³, essas mutações significaram a guinada na direção do ser humano.

O novo animal não se adaptou ao mundo das alturas. Com dentição perfeita, mastigando melhor, passou a consumir maiores quantidades de alimento, aumentando, assim, de tamanho e peso. Maior, mais pesado, a inovação nos pés foi um empecilho para a vida nas árvores; sustentar-se nos galhos tornou-se difícil. Complicada a vida no alto, deteve-se o mais que pôde no chão. Terá sido aí que, impelida por uma lei natural, uma quantidade deles, (…)

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