Quando publiquei o post de 07 de julho, UM ALERTA, uma senhora de modos educados interpelou-me a propósito do que chamou de defesa da intolerância. Muito ao contrário, respondi-lhe, fazendo-lhe ver que um cidadão adulto, senhor de sua cidadania, não precisa de leis especiais para defender-se de qualquer tipo de violência; o que ele não pode fazer é ficar esperando que terceiros assumam por ele esse papel. Contrate um advogado, se não tiver meios procure a Defensoria Pública e comece a agir. Agressões são intoleráveis não apenas contra determinado tipo de pessoas, mas contra qualquer pessoa. E, considere-se ainda, qualquer opção feita, se o assunto do qual estou falando é uma opção, implica risco, maior ou menor, de natureza diversa, mas implica; e todas as pessoas capazes devem estar preparadas para enfrentá-lo. Se a agressão for física, a resposta há de ser proporcional, com todos os recursos e meios inerentes à mais ampla e legítima defesa, afastado o exercício arbitrário das próprias razões.

Há uma chusma de desorientados e tresloucados solta por aí dedicada a atormentar – às vezes sem o conseguir – gente séria que está apenas cuidando da sua vida, com consequências, não raro, trágicas. De sua sanha criminosa não escapam sequer crianças, como aconteceu esta semana com um garotinho de 10 anos, atormentado pelo bullying; armando-se com o revolver do pai, atirou na professora – a seu sentir culpada por desinteresse de sua proteção, abandonando-o aos agressores – e deu, em seguida, um tiro na própria cabeça.

Quando a Sociedade dita organizada vai realmente organizar-se contra essa monstruosidade? Se lei federal especial houver de ser discutida, votada e promulgada, deverá sê-lo para proteção de incapazes, sem recursos, meios ou compreensão bastante para defender-se, como no caso do garotinho exposto às feras sem ninguém para socorrê-lo.

Referência: bullying e stalkingpost de 10 de janeiro de 2011 – e correlatos – ver índice do blog postado em 11 de setembro.

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