(Continuação a partir da frase final do post de 07 de setembro)

hábitos noturnos dos seus pequenos e distantes antepassados empurrados para a sombra e para as árvores. Esse pequeno animal, o lêmure, sobrevive em Madagascar, grande ilha-república a leste da África, do outro lado do Canal de Moçambique, e nas selvas da Indonésia, meio vizinho dos ornitorrincos a sudeste e sul da Austrália e da Tasmânia, e, ao norte, nas Filipinas. Evoluído dos primatas descendentes dos pequenos e frágeis mamíferos terrestres emigrados para as árvores para não serem devorados, ramificou-se horizontalmente. A partir da mesma raiz, ultrapassando a maioridade dos lêmures cerca de 55 milhões de anos atrás, e ao longo dos 20 milhões de anos seguintes, uma boa parte da espécie fez-se macacos ou continuou lêmures e estacionou; entre os macacos, os melhores seguiram evoluindo.

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Até cerca de 15 milhões de anos a África era uma enorme floresta, quase continental; ao redor dessa época começou no norte um processo de desertificação irradiado menos intensamente para o centro, dali derivando ainda mais ameno para o leste, sudeste e sul, reduzindo as florestas dessas regiões a grandes campos pontilhados de moitas de capim, arbustos pouco desenvolvidos e árvores raquíticas, retorcidas, pequenas e esparsas devido à aridez do solo.

Há próximos 8 milhões de anos, navegando ao sabor do movimento da crosta terrestre, os continentes deslizaram para as suas posições atuais, mudando desde então apenas quanto ao clima e à geografia. Chocando-se ali e acolá, ao mesmo tempo em que estenderam extensos vales formaram grandes cadeias de montanhas que represaram e canalizaram as correntes atmosféricas, provocando perturbações climáticas de violento impacto. Regiões temperadas, com boa cobertura vegetal, tornaram-se frias e secas, outras, muito secas, fizeram-se chuvosas e quentes, cobrindo-se de densa vegetação, e ainda outras, de vegetação luxuriante, tornaram-se áridas, de temperatura incerta.

Há 5 milhões de anos a Terra começou a esfriar; no milênio anterior um acentuado recuo da camada líquida a secara, aquecendo-a. O aumento da temperatura, desfazendo Geleiras polares, elevou o nível dos oceanos e desprendeu blocos de gelo com espessura acima de quilômetro e meio que começaram a errar pelo planeta inundado, antecipando a idade do gelo, iniciada há aproximadamente 2 milhões e 800 mil anos, repetida a cada 100 mil anos e interrompida há apenas cerca de 10 mil anos. Esses ajustes influíram na biota; alguns ramos vegetais e animais iniciaram uma fase de contínuas mutações. Dos peixes vieram novas formas e espécies; enguias, mariscos, serpentes e estrelas-do-mar estacionaram no máximo de sua (continua no próximo post)

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