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Milênios incontáveis acumularam o líquido vulcânico, depurado, nas fossas criadas pelo encrespamento da crosta terrestre, resultando um colossal oceano na parte central do planeta; permaneceram secas somente as terras a norte e sul (ver Nota 50 abaixo), deslocadas pela movimentação tectônica provocada por forças internas geradas nos ajustes estruturais (ver Nota 51 abaixo) da falha organização geológica do planeta.

50 CONTINENTES – PRIMEIRA CONFORMAÇÃO: em meados do período arqueano, a Terra, inundada, foi  dividida em dois grandes continentes; ao norte Laurásia, onde hoje estão os territórios árticos, dos Estados Unidos, da Europa e da Ásia, e Gonduana, ao sul, onde estão a Antártida, América do Sul, África, Austrália e Índia. A colisão posterior fusão dos dois formaria Pangéia. 

51 PLACAS TECTÔNICAS: a Terra é como uma cebola de cinco camadas, a quinta das quais – contando do centro para a superfície -, a crosta, sua casca, é constituída pela litosfera, sólida, e pelo manto, a camada rochosa logo abaixo da superfície com cerca de 400 quilômetros de espessura recheados pela astenosfera – cerca de 250 quilômetros de rocha pastosa, derretida pela altíssima temperatura de quase 4.000 graus centígrados do manto -, que a faz flutuar em virtude da sua instabilidade e da inconsistência mesma do manto, dividindo-se do sul para o norte em placas que correspondem às regiões Antártica, Norte-Americana, Africana, Eurasiana e do Pacífico. Movendo-se, ela provoca dois efeitos: (1) fissuras entre as placas e cadeias de vulcões cuja formação está associada ao movimento tectônico, compreendendo o seu movimento absoluto; (2) altera a movimentação das placas, convergente quando se movem no mesmo sentido, divergente quando se movem em sentido contrário ou paralelo, quando se movem em sentido longitudinal, compreendendo o seu movimento relativo. Esses movimentos naturais afetados pelo resfriamento do planeta criaram cadeias de montanhas e provocam terremotos em consequência da colisão dos continentes e do deslizamento de uns sobre outros. No passado longínquo, quando a estrutura do planeta estava em fase de ajuste, as placas tectônicas moveram-se mais acentuadamente, ajudando a encrespar sua crosta e a criar as profundas depressões onde se formaram os oceanos, de leitos refeitos pela grande quantidade de magma vazado pelas fissuras resultantes do movimento absoluto, alterando a topografia submarina, a forma dos continentes e o tamanho dos oceanos.

Devido à inconsistência da astenosfera, as placas, pesadas, densas e sujeitas à força de gravidade cedem, provocando abalos na superfície; movendo-se lentamente por convecção – movimentação circular de calor na astenosfera que transporta massa através das correntes de material rochoso derretido pelo calor do manto, solidificado à medida que sobe -, levam consigo o campo magnético, os continentes e tudo o que está sobre a casca da cebola. O material ascendente, solidificado, concorre para a formação de novas porções da crosta; o material empurrado para baixo quando a crosta cede é empastado pelo enorme calor do manto. Correntes verticais de material derretido originadas na astenosfera ou provenientes da região entre o manto e o núcleo, cuja espessura pode alcançar 200 quilômetros, influem também na movimentação das placas.

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