A concentração de energia em um corpo diminui quando a matéria se expande; um corpo em expansão estabiliza-se quando o seu calor, distribuído por área maior, reduz-se até o equilíbrio da equação gravitacional expressa em termos de repulsão versus atração. Nesse estágio o processo expansivo é contido. Ainda um planetesimal, a Terra aumentou de tamanho incorporando planetesimais menores e fragmentos de explosões da primeira geração de estrelas; crescendo em massa, sua força de gravidade ampliou-se no mesmo ritmo, atraindo mais e mais fragmentos até equilibrar sua relação gravitacional. Estabilizando-se em tamanho e força de gravidade, ela equilibrou sua razão de gravitação com o Sol, passando a percorrer uma órbita definida e a irradiar calor quando sua temperatura ultrapassou a temperatura do Universo, em queda. O esfriamento, contração e solidificação do planeta a partir da camada externa empurrou para baixo as camadas menos densas e encrespou-o fortemente, formando grandes elevações e profundas depressões, todas irregulares, de tamanhos e formações diversas; vastas regiões afundaram, algumas não se alteraram, extensões enormes, como se esticadas, fizeram-se totalmente planas, outras se projetaram. As partes empurradas para o interior, desproporcionais em tamanho e forma, não permitiram um ajuste perfeito, deixando vazios em toda a sua estrutura.

O movimento em direção ao centro provocado pelas forças internas, como não poderia deixar de ocorrer, exerceu forte pressão sobre o núcleo, reduzindo-o, baixando o grau de atividade nuclear e, por via de consequência, sua pressão interna. Diminuída a velocidade de expulsão de magma, os caminhos por aonde ele fluía abundante e pastoso até alcançar a superfície estreitaram-se, formando canais, vias regulares para a matéria mais adensada pela redução da atividade nuclear, reduzindo o fluxo e a pressão sobre as paredes do núcleo. Sem o ímpeto inicial, após viajar por quilômetros a partir da região do núcleo, pelo manto e através da crosta, quer por convecção, quer por correntes verticais, a lava acumulou-se resfriada na superfície em torno do seu local de saída, formando montes de tamanhos variados, cujos ápices, corroídos e ampliados pelos vapores aquosos e fluidos ácidos vindos das entranhas da Terra tornaram-se pontos de vazamento de gases e magma . Terão surgido desse modo os vulcões e suas crateras, berço onde os embriões da vida física foram por primeiro embalados; nas crateras se produziu o elemento no qual se desenvolveram os germens de sua substantivação. (continua)

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