Dia 19 de maio de 2011

O laptop de 15,4” em rede.  Conecto um pendrive no qual tenho, entre outros arquivos, uma alentada e antiga versão do livro sob o título Marie Anne (sem o hífen) IV. Tenho também no dispositivo versões anteriores à edição final designadas por blocos de páginas. O título do primeiro é 1 a 76, o último bloco termina em 256.  Instantes após a conexão, ZAP. Não há dúvida. Surrupiaram o que já havia sido, antes, surrupiado, incompleto, porém. Gente séria, de talento e capacidade não faz isso. Devem estar perdidos. Tanta gente ficar tanto tempo nessa caçada, aqui, ali, lá, acolá, ora exibida, ora escondidinha, no escuro, para surpreender…  Poxa, sô, que gente infeliz!

 Uma confidência: quando percebi as invasões, há tempos, comecei a inserir textos de outros autores, às vezes folhas inteiras, no meu próprio texto. Quando você está conversando com o seu computador e o Word está lá, em branco, coloca o que quiser. Bem, além das inserções, coloquei no texto palavras frases, comentários, às vezes bem mais, que nenhum arrivista, nenhuma pessoa engajada assinaria em baixo, coisa de quem é independente, tem as suas crenças, ou exerce o direito de não tê-las, mas nem por isso anda à roda dizendo ou escrevendo o que quer lhe passe pela cabeça. O copyright é meu, mas não resisti a preparar uma saia justa para os intrusos.   

Essa gente esquisita sabe quais são os trechos de outros autores inseridos no meu texto, onde começam e onde acabam? Sabe quem são os autores, o título da obra? Subscreve tudo o que escrevi lá?

 Perguntas: alguém andou fazendo o que não devia com o que me pertence e agora está preocupado?  Por que tanta insistência? Ou querem impedir a minha livre manifestação de pensamento, como assegurado a qualquer cidadão neste país? Não podem as pessoas sentar despreocupadas frente a seus computadores e simplesmente escrever, responsáveis que são, perante a lei, por suas manifestações?

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