À verdade não importa se faz barulho, haja, embora, quem não goste do seu som; não teme o contraditório e proclama-se às claras, tem rosto, nome, documento de identidade, CPF e profissão.

A mentira, ao contrário, cochichada, está mais para o sibilar da víbora; dissimulada, temente ao confronto, não tem rosto, nome, documento de identidade, CPF, endereço ou profissão.

O som da verdade é cristalino, o silêncio da mentira é venenoso. A verdade, inscreve-a em teu brasão, como lis indelével, guardiã e guia; a mentira, fuja dela, volúvel e cobiçosa meretriz que, por vantagens, não hesitará em voltar-se contra ti.

A verdade, busque-a, acolhe-a, guarde-a no teu coração, entesoure-a no teu espírito; a mentira, rechace-a, deixe-a aos cínicos, aos artesãos da perfídia.

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