A celeuma em torno de Furnas, na qual está envolvido o deputado Eduardo Cunha, põe em tela, mais uma vez, o tristemente célebre dossiê. A propósito manifestou-se o leitor Leandro Cunha na Seção de Cartas de O Globo:

(…). Se o senhor sabe de algum procedimento ilícito, é sua obrigação denunciá-lo ao povo e tomar as providências legais cabíveis. (…)

Em se tratando de parlamentares, denunciar amplamente procedimentos ilícitos constitui bom serviço prestado à nação; em qualquer caso, porém, não tomar as medidas legais cabíveis exala o fétido cheiro do oportunismo, da mentira, da calúnia com propósitos inconfessáveis.

Quando se trata de dossiês, não raro essas falsas caixas de Pandora trazem consigo fotos, imagens e coisas que tais. No sentido destas últimas, é oportuno ler a crônica de Luis Fernando Veríssimo em O Globo de domingo, 30 de janeiro deste 2011 (pág. 7 – sete – do primeiro caderno). Na mosca.

O conteúdo de dossiês, frequentemente manipulados, é, por via de regra, obtido por meios ilícitos, um cortejo de crimes. Não é outra a razão porque, nas hipóteses da mentira e da calúnia, os seus `compiladores` permanecem no anonimato.

Acreditar em dossiês é dar crédito a criminosos.

 

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