O HUMANISMO

implica uma visão de mundo cujo centro, ou medida de todas as coisas, é o homem, a quem o todo Universal se destina. Labora no domínio lógico quando subordina o conhecimento à sua efetiva contribuição para o progresso humano em todos os sentidos; desenvolve-se no domínio ético como afirmação do homem, a seu juízo sujeito e objeto dos valores e regras de conduta por ele mesmo criados, a serem observados sob quaisquer circunstâncias e definidos a partir do seu sentimento moral ¾ no mais amplo sentido ¾ e de ordem, de seus imperativos psicológicos e do conjunto de suas realidades históricas, sociais e econômicas.

O HUMANISTA

é, por definição, um livre pensador; não está preso a doutrinas de Estado, a religiões, a dogmas ou regras dogmáticas de qualquer natureza, recolhendo, contudo, também de cada um desses títulos, elementos que, se não embasam a sua visão de mundo, fornecem-lhe linhas de pensamento que se desenvolvem em perspectiva homocêntrica a partir de uma cultura sólida e diversificada com efetiva projeção no homem, em cujo horizonte deve estar a real igualdade de direitos e de oportunidades, e, em essência, a liberdade, neste item incluídas, necessariamente, as suas crenças e o direito de não tê-las, sem peias, sem constrangimentos. Nos lindes desse campo de idéias, o homem precisa ser livre para ser feliz, tendo por norte, apenas e, sobretudo, a lei, indiscutível e inexorável. O que fugir disso recende a escravidão, a vassalagem, a subordinação, nada importando o rótulo aplicado a quaisquer regras que restrinjam a sua liberdade plena. Só a ele cabe decidir sobre o seu destino.

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